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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

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deixa-me ser céu
onde os teus pensamentos voam
ser uma cordilheira de nuvens
onde saltas com o corpo leve
deixa-me ser duna
onde te abrigarás da tempestade
ser lua
onde serás estrela
mas
deixa-me acolher-te no meu colo
onde podes ser nenino de novo
ouvir-te o choro perdido de sono
onde escuto as tuas lágrimas uma a uma
adormecer-te calmamente o sonho
onde renascerás todas as noites
deixa-me mostrar-te a minha força
onde podes sustentar o teu sorriso
deixa-me...

mas deixa-me ser um pouco de ti
como te sinto um pouco de mim




9 comentários:

Pedro Branco disse...

Como eu gostava de ter escrito isto!

Lilazdavioleta disse...

Faço minhas as palavras de pedro branco, acrescentando... e sentido !

tulipa disse...

às vezes na vida temos vontade de ser tudo na vida da outra pessoa...
um abraço
tulipa

pn disse...

tu vais
tu vens...

tu vais-vens

yó-yó?

ou folha
na fímbria da brisa?

AnaMar disse...

A entrega incondicional, numa simbiose de amor, onde não sabemos onde acaba um e começa o outro. Lindo poema.

maria josé quintela disse...

com esse fervor serás o que queres ser!




um beijo.

Apenas eu disse...

tanto carinho guardado...
perfeito...
sem palavras fiquei.

beijo

as velas ardem ate ao fim disse...

eu qeuria ser o azul.do céu.

um bjo

Maria disse...

Tão bonito, mas tão bonito...
(não tenho palavras)

Um beijo, Tufa