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segunda-feira, 9 de junho de 2008

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debato-me
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perdida de ti

fazes-me falta

recordo-te em mim

e ardo

não posso

não devo
.
mas quero

o corpo em brasa perde lucidez

e, na falta que me fazes

perco-me de vez
.

8 comentários:

Anónimo disse...

como sempre
um corpo em chama
bonito.

ViSim

Juani lopes disse...

que intenso
saluditos

Marta disse...

Perde-se sempre a lucidez quando o desejo inflama o corpo...
Poema sentido....
Obrigada pela visita...
Até já
Beijos e abraços
Marta

Denis Barbosa Cacique disse...

Belíssimo poema!!
Simples, mas genial!!

Só não consegui entender como seria possível um corpo em brasa mesmo com a falta do outro!!

as velas ardem ate ao fim disse...

Prefiro esquecer, esquecer-te até se preciso for, para viver como tu vivias, apreciando cada momento - sobretudo os dolorosos, pela lucidez que trazem como bónus - desta tão precária maravilha a que chamamos existência. Tantas vezes te aconselhei as virtudes do silêncio. Queria calar-te para te proteger, sim. Há poucas pessoas apetrechadas para a verdade - mesmo nós, quantas vezes não fechámos à chave umas verdadezitas mais cortabtes para não nos magoarmos? Creio que me fazes - schiuuu! - assim, com uma vagar de embalo, sempre que a voz da minha consciência ( seja lá isso o que for) sobe o tom para me acusar pelo que não te dei. Creio sem crer, como um condenado. Afinal de contas, não tenho nada a perder. Mesmo que os anjos não existam, as asas com que te vejo, sentada na beira da minha cama, do cume enlouquecendo da minha insónia, ficam-te melhor do que todas as toilettes. Esforço a imaginação, estendo-a até aos teus dedos, mas não consigo mais do que um ligeiro raçagar de asas. São lençóis que agito, bem sei - mas não me concederás a graça de transformar a fímbria do meu lençol na ponta dos teus dedos?"

"Trago-te no riso enterrado, nas lágrimas que me lançaste, escadas de incêndio para a sabedoria da felicidade, na pele escaldada pelo brilho da noite, depois do mar. Deslizo para esta solidão demasiado humana de não poder voltar a ser sozinho, como era quando tu existias, nesta mesma cidade, e eu já nem sequer pensava em ti.
(Fazes-me falta, Inês Pedrosa)

bjo

Lampejos disse...

Tufa,

Inebriante..o poema.
Destilado da ponta dos teus dedos.


Bom fim-de- semana!...

(a)braços flores, girassóis :)

Maria disse...

Deixa-te perder-te, pode ser que depois te encontres....
(sei tão bem do que falas!)

Beijo, Tufa

Iveta disse...

lindo!
revivi-me
perdida, mas consciente!

bj