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terça-feira, 29 de janeiro de 2008


este portão não está apenas fechado, está trancado
para ele há sete chaves
uma é tua
e mais nenhuma é minha
agarro as grades que não cedem
aperto a minha revolta entre ferros e dedos
deixo o frio penetrar-me
empurro os dias e as noites
revolto-me
contigo
comigo
abalo os alicerces
debato-me com uma corrente
sujo as mãos
as forças não me chegam
e cai a revolta
os braços pendem
encosto-me ao portão
não numa rendição
num desalento
numa convulsão de lágrimas
que não páram
esperando que o teu abraço venha do outro lado
só para me salvar



9 comentários:

AURORA ( LOLA ) disse...

os braços pendem
encosto-me ao portão
não numa rendição
num desalento
numa convulsão de lágrimas
que não páram
esperando que o teu abraço venha do outro lado
só para me salvar



Lindo, gostei muito.

bjs

isabel mendes ferreira disse...

olha...não te zangues...
levei a ft.


é de "paixão"....


serve o teu texto de um modo tão "convulso" que não há abraço que resista.

abraço.
te.


_____________________

muito.

Maria disse...

Intenso.....
... fiquei sem palavras, tufa...
Abraço-te

ASPÁSIA disse...

BELO E COMOVENTE TUFA... ATÉ TE INAGINO ENCOSTADA AO PORTÃO, CANSADA DA LUTA COM O MESMO... ESPERO QUE ESSE ANSIADO ABRAÇO CHEGUE DEPRESSA! POR ONDE ANDARÁ O DONO DESSES BRAÇOS?

ENTRETANTO MANDO UM DAQUI, APERTADINHO E SEM GRADES...

~pi disse...

não sei que te dizer,

talvez que também sei...?

~pi disse...

anda-se aí

nos portões...

~pi disse...

...de facto...

~pi disse...

...abraço

Tchivinguiro: onde nasci. disse...

Outro abraço.