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segunda-feira, 26 de novembro de 2007


amas-me e não me amas. torturas-me. levas-me a um desespero que procuro. encontras as palavras mais leves para me fazer sentir o peso. enrodilhadas nos olham que as leêm. vejo balas passarem-me frente aos olhos. vindas de todas as direcções e em ambos os sentidos. haverá pelo menos uma bala perdida nesta estúpida batalha de verbos e adjectivos. castigas-te, culpas-te. consegues castigar-me e culpar-me de forma igual. eu farei o mesmo. e se não há castigo mais duro que o nosso, sem que haja culpas que tenham que fazer disparar armas. voltarei à lágrimas. até que a última escorra na pele do meu rosto. envelhecerão todos os sentidos sem que mereça a pena. abaixo da primeira, que em escamas cai morta, renasce uma nova pele. branca... suave... sem ter sido ainda corrida por lágrimas de sal.

3 comentários:

maria josé quintela disse...

nada renasce antes dos escombros...

Pérola disse...

Tufa Tau:

Não te deixes desesperar.Pensa sempre primeiro em ti, na tua vida, no teu bem-estar. E concilia-o depois com tudo á tua volta.

Um beijo.

Aspásia disse...

A VIDA FAZ-SE DE SUCESSIVAS PERDAS, LUTOS, RENOVAÇÕES, GANHOS, NOVAS PERDAS, ETC... NUM CICLO INTERMINÁVEL...

CHORA MAS NUNCA DESISTAS DE SER TU PRÓPRIA, POIS ÉS UM BELO SER HUMANO!

XI APERTADO, QUERIDA!