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quarta-feira, 28 de novembro de 2007

ainda o inverno sobre o meu olhar
forte, frio, teimoso
entranha-se por todos os meus poros
ainda a imagem de uma primavera tão recente
tão sensível, tão amena, tão doce
mas que me foge entre os dedos
sem que as minhas mãos se possam fechar
pois se ela quer partir
se tem já o seu destino traçado
que não é o meu
tenho que abrir os dedos e deixá-la fluir
por muito que o inverno me esfrie o coração
por muito que a chuva me molhe
me gele o corpo
por muito que o vento me empurre para sul
por muito que a névoa que me encubra a paisagem
me cegue o olhar
abro os dedos e deixo-a fluir...




foto gentilmente cedida por um amigo
cr, se foi porque te apeteceu dar-mas, a mim apeteceu-me usá-las.
obrigada

2 comentários:

pn disse...

Não retiveste a primavera?´
Deixa-a ir. É das que voltam... sempre. Podemos é nós não estar...

Fuser disse...

Tufa

agora a noite vim ler-te ...toda
assim mato as saudades.
adorei esse poema.

beijos

fuser (della-porther)