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segunda-feira, 16 de junho de 2008

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rente ao coração
amanhece o meu ser
na luz desse sol
que teima aparecer
teimoso ele seja
que volte a brilhar
e aqueça o chão
por onde eu andar
o desfeito se enche
o corpo é refeito
plantas e vento
momento perfeito
o peso aligeira
o sopro alimenta
palavras tecidas
em seda magenta
manto que acalenta
pespontos, retalhos

acordam serenos
da alma agasalhos
sem nós que me prendam
a nenhum tecido
desfeitos na pele
de um corpo querido

...

7 comentários:

alice disse...

o desejo suscita as palavras mais autênticas, não é verdade? :)*

Maria disse...

rente ao coração anoiteço-me
deixo-me embalar pelas palavras
que não oiço mas sei que dizes
no teu peito explodo-me
de pele desfeita todas as noites
com a certeza de que havemos
de nos amar outra vez, um dia

Um beijo, Tufa

Bandida disse...

enquanto se olha na margem da linha recta há um caminho. sempre.

as velas ardem ate ao fim disse...

Em estou sem palavras.Amei!

bjo

Pedro Branco disse...

Somos pele nos recantos da memória
Fogo no soluçar dos sonhos
Cinza nas lágrimas dos tempos
Cor no calor do corpo
Silêncio nas palavras de amor
Canção na calaçada das ondas
Janela no grito da alma
Dentes na luta que passa
E passa
E passa
Continua
Em nós
Por entre
Todos os poros
Que nos inundam os dias...

Juani lopes disse...

muy
l
i
n
d
o
saluditos

ASPÁSIA disse...

BELO E BEM RITMADO DE EMOÇÃO!

BEIJO, TUFA