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sábado, 27 de outubro de 2007


se tenho um sorriso porque choro?
porque me tremem os lábios para, em vão, o evitar?
de cada vez que choro juro fazê-lo pela última vez
e engano-me a mim própria
de cada vez que rio não me lembro das lágrimas
mas não faço promessas de não parar
e, quando choro de novo, tento ver-me sorrir
e torno a prometer-me não chorar
tantas são as promessas que não cumpro...



2 comentários:

Pedro Branco disse...

Na corrente do rio que me passa diante da janela
Vejo as lágrimas de amor do mundo que espera
Reflectem-se-me as dores e os aromas bo tempo que se dilacera
Por tão perto e tão longe andar ele d'ela

Na corrente dos ventos, das marés, dos dias passados
Cada um exibe o seu desespero
Na intranquilidade fervente do seu tempero
Por tão dentro e tão fora serem nossos estes fados

Na corrente às avessas dos sonhos escuros
Voltados no tempo que passa e repassa sem parar
Queremos todos só por um minuto que seja poder parar
Por tão forte e tão frágil serem estes pensamentos puros


Percebo-te. Acho eu.

Abraço.

Aspásia disse...

DAS LÁGRIMAS NASCE O RISO
DO RISO NASCE O AMOR
SE É PRECISO DEIXA A DOR
TAPADA POR UM SORRISO!

HMMM... NÃO ESTOU LÁ MTO INSPIRADA :(... AÍ EM CIMA O PEDRO ESTÁ MAIS :)

BEIJOKA SEM SISO...