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terça-feira, 9 de outubro de 2007

hoje não consigo olhar-te. não consigo dizer-te nada. sei que não dissemos tudo. dissemos muito. mas não dissemos tudo. eu não disse. se me arrependo? pergunto a mim mesma. não encontro a resposta. de que me serve tê-la. não a procuro, se me encontrei a mim. não a quero. para quê respostas? a quê? onde estás, não sei! que importa. estaremos juntos de novo. sei-o. sinto-o. E QUERO. acredito que oiças. que me oiças. e se não me ouves? não consigo gritar mais alto. ouve-me! eu não grito. prefiro sussurrar. ao ouvido. no teu ouvido. copio-te, vês? faço como tu. tento, claro! que faço a seguir? farei o que te digo. copio-te. olho-te. repito os teus gestos. sigo com os olhos as tuas mãos. as minhas mãos tocam as tuas. sentes? húmidas. quentes. cheias de vontades. farás o que me dizes? até quando? tempo! há tempo. muito. se der. que nos interessa o tempo, se existe. existimos ambos nele e com ele. sei que podem faltar muitos. não os conto. aproveito-os um a um. todos e cada um deles. sei que não dissemos tudo. eu não disse. mas não consigo olhar-te. ousei. demais, sim. ousei para além da conta. da minha. também da tua? eu sei. perdoa-me, não foi por mal. fugiu-me a mão. fugi eu. e perdi-me! imaginas o que eu diria se hoje conseguisse dizer-te alguma coisa?




3 comentários:

Bru disse...

tufa


saudade de vir aqui...tirei férias, estou que é só descanso, mas fugi dele pra vim ver-te, ler-te...

beijos

bru

maria josé quintela disse...

só por hoje, não te importes se te perderes!

bj.

Pedro Branco disse...

E se n�o dissesse nada? Se ficasse simplesmente calado a olhar-te. A tentar perceber o tremer dos teus l�bios. Com as p�talas das cores que sempre temos � flor da pele. Com a ternura da cumplicidade. Com a tremura na voz de quem se queima com as palavras de amor. E se n�o dissesse nada? Hoje. Assim...

Fico calado, ent�o.