.
.

terça-feira, 28 de agosto de 2007



o silêncio que pesa
asusta-nos, aterroriza e mata aos poucos
como que nos envolve em marés vivas
faz-nos perder o chão... a noção do lado do ar... o respirar
forte, o sufocante abraço da espuma
areias e águas rodopiantes... puxam para baixo
enrolam, enrolam-se... mistura-nos
e, por fim, nos atira contra as rochas da praia.
silêncio...
um turbilhão de ondas
umas sobre as outras
mas fez-se um silêncio...


4 comentários:

maria josé quintela disse...

o silêncio não tem esse peso que dizes. o que sentes é outra coisa. liberta essa outra coisa que te arrasta e verás que o silêncio é tão leve como uma pena.

as velas ardem ate ao fim disse...

O silenco essa minha eterna companhia...


bjinhos

pn disse...

o silêncio não é preocupante; até é balsâmico.
O ruído é que pode ser atordoante.

pesadelos em finais de agosto?
o mar é bom para nadar. não nos suga, nós flutuamos, refrescamo-nos, fazemos exercício, sulcamo-lo de barco... as ondas são fantásticas para "furar", marujar-lhes na crista... já ouviste o marulhar? os suaves murmúrios do mar? ou a sua tonitruante voz? de alegria? mesmo no inverno, pujante, forte, é a vida no seu apogeu, na sua dinâmica viril, jubilosa e envolvente!!!

ASPÁSIA disse...

TUFA

SE ESTÁS AO PÉ DO MAR NÃO PODES ESCUTAR SILÊNCIO...
A VOZ DO MAR É DAS MAIS BELAS DO MUNDO...TAIS COMO A VOZ DO RIO... A VOZ DO VENTO NAS ÁRVORES... QUE SORTE PODERES OUVI-LAS!

NÃO ESCUTES TANTO ESSE SILÊNCIO GUARDADO EM TI...

BEIJINHOS DA BEIRA-TEJO...