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terça-feira, 29 de julho de 2008

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procuras a tua paz em mim que me encontro a pedir tréguas à existência.
pedes-me que te dê o descanso dos justos quando injustiça foi o que recebi.
pedes-me palavras... depois de me teres calado com todas as que quiseste proferir.
sempre que o meu silêncio se quebra me castigas. o que me pedes é que me torture a mim própria.
se as ofereço no mais sensível de mim, devolves-me o teu mais duro silêncio ou inflinges-me um castigo maior.
alivias a tua dor aumentando a minha?
já não sou só eu que choro.
choram as palavras que me ficaram presas no peito
as minhas... e as tuas em mim.
quando me oiço, desconheço a minha voz.
quando me olho, não vejo o meu passo decidido.
e quase não me reconheço na ternura, na pele, na vontade de amar...
o último pedido permite-se a um condenado antes da morte.
se mo tivesses dado, teria pedido para não morrer!




8 comentários:

delusions disse...

...

sem palavras! está muito intenso...



bjs*
Sofia

Maria disse...

Acredito nos dias "não". Este é apenas um dia "não".
Verás que logo logo vai passar, e vais gostar novamente de te ver ao espelho...

O que te deixo acima é porque não tenho outras palavras...

Um beijo

Anónimo disse...

Outra vez esta imagem que me mata!
Dr.X

maria josé quintela disse...

as palavras às vezes estão fora do sítio. é só isso.


logo chegará o tempo em que serão valorizadas.



beijo.

RESSACA disse...

Aqui nasceu o Espaço que irá agitar as águas da Passividade Portuguesa...

Alma Nova ® disse...

Aqui nasceu o Espaço que irá agitar as águas da Passividade Portuguesa...

Marta disse...

Que texto dorido e sentido!!!
Tristes as palavras...nunca se esquecem...
Gostei muito...
Até já????
Beijos e abraços
Marta

Denis Barbosa Cacique disse...

Nossa, o seujeito pra quem vc escreveu esse post deve ser um monstrinho, hein!? Muita sorte pra vc. E não se cale. Apenas encontre um par de ouvidos melhor.
Abraços
Denis